Canais
Página Inicial
==================
HISTÓRIA
GEOGRAFIA
FESTAS POPULARES
PERSONALIDADES
IMAGENS
LOCALIDADES
SÍMBOLOS
CURIOSIDADES
MENSAGENS DA SEMANA
DICAS DE PORTUGUÊS
==================
ACREDITE SE QUISER
CIDADANIA
COISA PÚBLICA
DANOS AO ERÁRIO
DE OLHO NELES
DESCASOS PÚBLICOS
EM FOCO
FIQUE SABENDO
OPINIÃO
UTILIDADE PÚBLICA
==================
A LEI E O DIREITO
ACONTECE NA JUSTIÇA
CASOS DE POLÍCIA
CONCURSOS
CONSUMIDOR
CURSOS
ECONOMIA
EDUCAÇÃO
ELEITORAL
EMPREGO & TRABALHO
ESPORTES
LUTA SINDICAL
MEIO AMBIENTE
MOVIMENTO SOCIAL
POLÍTICA
PROSA & VERSO
REFORMA AGRÁRIA
SAÚDE & DOENÇAS
SEGURANÇA PÚBLICA
SERVIÇOS PÚBLICOS
SUAPE & EMPRESAS
TRANSPORTES
TURISMO
URBANISMO
VIA BRASIL
VIA MUNDO
VIDE OUTRAS
==================
CLIPS MUSICAIS
OUTROS SONS & IMAGENS
SLIDES
VÍDEOS
Nosso Site
Ipojucanos
Política de privacidade
  Notícia >> Ipojuca vista do lado de fora  (6/10/2009)
 
 
Ipojuca vista do lado de fora, que a maioria dos ipojucanos não ver.

Publicado no Jornal Tribuna Popular em 06/10/2009

Eduardo Amorim - coordenador de Jornalismo da Prefeitura de Jaboatão

Ainda criança fui com toda minha família acampar na então virgem praia de Maracaípe. Quando era adolescente fiz um outro acampamento para me despedir de Muro Alto, quando começaram a ser construídos os caríssimos resorts naquele que é um dos mais bonitos pedaços de oceano de Pernambuco. Casei, tive um filho e passei a freqüentar a Pousada Porto Verde, em Porto de Galinhas.
Infelizmente, nestes 30 anos, a arrecadação de Ipojuca cresceu por conta do Porto de Suape e da mais conhecida praia pernambucana, mas os serviços continuam tão ou mais precários do que na minha época de criança.

Nos últimos anos, fui cansando dos engarrafamentos nas ruas de Porto, do esgoto que é jogado diretamente nas mais famosas piscinas naturais do Brasil. De vez em quando, troco o caos urbano e vou tomar minha água de coco na beira do mar de Japaratinga, em Alagoas. Passei a freqüentar mais a Pousada Doze Cabanas, do que a Porto Verde.

Como jornalista, só tive um contato mais profundo com a cidade de Ipojuca. Como assessor de imprensa da Comissão de Defesa da Cidadania, que na época era comandada pelos deputados Roberto Leandro e Betinho Gomes, passei para a repórter Bianca Carvalho, da TV Globo, uma das pautas mais chocantes que já tive conhecimento.

Os proprietários da maior parte das terras da cidade queriam impedir o Programa Luz Para Todos de atender uma comunidade rural instalada há quase um século no litoral ipojucano. Os meninos que estudavam à luz de candeeiro estavam perdendo a visão e mesmo assim os usineiros não liberavam a instalação dos postes.
Para mim, a reportagem ganhou um tom sentimental porque foi uma forma de homenagear a ironia e o sarcasmo do meu pai, Fred Albuquerque Maranhão de Amorim. Ele, que tinha no sangue a tradição canavieira de Pernambuco, não concordava com muitas das práticas que eram praticadas pelos nossos ancestrais.

Denunciar a grilagem que era cometida, em pleno século XXI, pelos proprietários da Usina Salgado, foi uma volta aos princípios surgidos em minha família a partir da luta política do meu pai. Assim como para mim, teve um sentimento especial também acompanhar todo o processo de fechamento do Lixão da Muribeca, pois ali naquelas terras que eram do avô dele, meu pai me ensinou a respeitar e admirar o povo simples canavieiro de nosso Estado.

Esse debate surgido nos últimos dias em torno da divisão dos recursos de Suape me faz imaginar um questionamento. Como é que estão sendo geridos os recursos do Município? O ICMS das indústrias do pólo industrial é apenas uma parte dos recursos de Ipojuca. A cidade conta ainda com todo o ISS gerado pelos grandes hotéis e as dezenas de restaurantes de Porto de Galinhas, Serrambi, Muro Alto e Maracaípe.

O povo da mais rica cidade de Pernambuco não pode ficar calado. É preciso haver mobilização social para exigir os melhores sistemas educacional e de saúde do Estado. Nem mesmo a tarefa de casa, que é manter limpas as praias que tantas oportunidades geram para os ipojucanos, está sendo cumprida. Nós, pernambucanos, que gostamos e freqüentamos aquele bonito pedaço do nosso litoral estamos atentos e não vamos ficar calados.

Salve Ipojuca. Recursos não faltam. Com a mesma população de Gravatá, Ipojuca tem ICMS per capita de R$ 2051 e a antiga Suíça pernambucana recebe apenas R$ 77.

É preciso haver controle social para que a cidade demonstre que a Suíça pernambucana deixou de ser na Serra das Russas. Ipojuca tem recursos suficientes para criar um sistema educacional e de saúde para fazer inveja as mais desenvolvidas cidades do nosso País.
 
 








APOIO: | Sindicado dos Petroleiros | Sindicato dos Urbanitários | Sindicato dos Bancários | Sindicato dos Professores de PE
| Sindicato dos Quimicos | Federação dos trabalhadores na Agricultura Familiar | Comissão Pastoral da Terra
| Central Única dos Trabalhadores | Diversas Associações do Município do Ipojuca |